segunda-feira, 20 de junho de 2011

A CANALHICE TÁ A SOLTA NESTE PAIS



Do Pantanal para Campinas
Revista/Epoca
No escândalo que abala a maior cidade do interior de São Paulo, os investigadores descobriram indícios de que o esquema de fraudes com contratos de publicidade voltou a se repetir
andrei meirelles e mariana sanches

Dominique Torquato/AAN, Leandro Ferreira/AAN/AE e Dalmo Curcio/Folhapress
ELO
O publicitário Dudu Godoy (à esq.) tem contratos com a prefeitura de Campinas, comandada por Dr. Hélio (no alto), e estava no governo de Zeca do PT (acima) em Mato Grosso do Sul quando houve desvios na área de comunicação

O escândalo do mensalão em 2005 mostrou como os contratos públicos de publicidade viraram um dos canais preferidos dos políticos para superfaturar serviços, desviar dinheiro para campanhas eleitorais e, no meio do caminho, também enriquecer alguns espertalhões. O lobista mineiro Marcos Valério, operador do mensalão, tornou-se o símbolo da corrupção nessa área. O valerioduto, pelo qual as verbas de publicidade oficial eram drenadas para a compra de apoios políticos e caixa dois de campanhas, foi primeiro implantado por ele em Minas Gerais, durante um governo do PSDB, e depois foi reproduzido em escala federal pelo PT.
Valério pode ser considerado uma espécie de massificador da tecnologia de corrupção nos contratos publicitários, mas não foi propriamente um inovador. Antes que seu valerioduto fosse replicado e ampliado pelos petistas, fraudes semelhantes eram cometidas em outros Estados. O desmantelamento da quadrilha do mensalão, há mais de cinco anos, também parece não ter inibido a proliferação de tais esquemas em vários níveis da administração pública.
Há quase um mês, o Ministério Público (MP) de São Paulo desbaratou em Campinas, uma das mais ricas cidades do interior paulista, uma rede de corrupção na administração municipal. Um dos principais focos das fraudes eram as licitações feitas pela Sanasa, a empresa pública de saneamento da cidade. Segundo o MP, Rosely Nassim Jorge Santos, mulher do prefeito Dr. Hélio (PDT), no cargo há dois mandatos, alguns secretários municipais e o vice-prefeito, Demétrio Vilagra (PT), definiam as empresas que venciam as licitações e cobravam uma porcentagem sobre o dinheiro que a Sanasa pagava pelos serviços prestados. O total desviado chega a R$ 615 milhões. Há indícios de que o esquema tenha enriquecido ilicitamente os envolvidos e abastecido o caixa dois de campanhas políticas.
O PT foi um dos grandes fiadores da eleição de Dr. Hélio em Campinas e compõe o governo desde seu primeiro mandato, iniciado em 2005. Tão logo os resultados da investigação do Ministério Público tornaram-se públicos, o ex-ministro José Dirceu, descrito como chefe de organização criminosa no processo do mensalão que será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), correu a Campinas na tentativa de avaliar os estragos e reduzir os danos. “Lula e José Dirceu são solidários comigo”, disse Dr. Hélio, numa entrevista publicada na semana passada. O nome de Lula já havia sido citado em meio ao escândalo campineiro por causa do pedido de prisão feito pelo MP contra o empresário e pecuarista José Carlos Bumlai, amigo próximo dele. Uma testemunha ouvida pelos promotores afirmou ter participado de uma conversa em que os envolvidos na corrupção diziam que Bumlai também faria parte do esquema de pagamento de propina das obras da Sanasa. Ao ser ouvido pelo MP, Bumlai negou as acusações.
Além dos movimentos de Dirceu e das referências ao ex-presidente Lula, outros elementos apontam para as implicações nacionais do esquema de Campinas. Os promotores do Ministério Público encontraram vários indícios de que as fraudes na prefeitura campineira reproduziram o uso de uma tecnologia de desvios que já havia sido aplicada em outras sadministrações comandadas pelo PT e seus aliados. Há uma quantidade nada desprezível de ligações entre os envolvidos no esquema de Campinas com o Estado de Mato Grosso do Sul. Dr. Hélio, seu vice, Vilagra, o ex-diretor da Sanasa Luiz Aquino, delator do esquema, são todos originários de lá. Uma das ligações que mais despertaram a curiosidade dos investigadores foi a coincidência de vários personagens que têm contratos com a prefeitura de Campinas e, no passado, envolveram-se em desvios de verbas publicitárias do governo de Mato Grosso do Sul, durante os dois mandatos, entre 1999 e 2002 e entre 2007 e 2010, em que o Estado foi comandado por Zeca do PT.
Um dos focos das atenções dos investigadores é o publicitário Dudu Godoy. Uma de suas agências, a PG Comunicação, detém o contrato de publicidade da Sanasa, o centro do escândalo em Campinas. Outra de suas agências, a Quê Comunicação, trabalha para a Petrobras, onde o homem forte da área de propaganda é o sindicalista campineiro Wilson Santarosa, homem do grupo político de José Dirceu no PT. O nome de Godoy apareceu, pela primeira vez, na investigação do MP porque a sala de seu escritório foi usada por envolvidos no esquema de fraudes para partilhar propinas. Ele confirma o uso da sala, mas nega ter tido conhecimento do teor da reunião. “Cedi a sala porque se tratava de um cliente. Um cliente não precisa se explicar para pedir uma sala para fazer um reunião”, disse Godoy a ÉPOCA.
Alan Marques e arq. Correio do Estado
O QUE PREOCUPA O PT? José Dirceu (acima) correu até Campinas, quando o escândalo estourou. O nome de Bumlai (ao lado), amigo de Lula, foi citado numa conversa como um participante do esquema
Em 1999, Godoy, depois de ter integrado no ano anterior o núcleo de marketing da campanha presidencial de Lula, foi escolhido pelo comando nacional do PT para chefiar a Secretaria de Comunicação do recém-eleito governador José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT, em Mato Grosso do Sul. Além de Godoy, o hoje casal ministerial Paulo Bernardo Silva e Gleisi Hoffmann também foi apadrinhado pela cúpula partidária e se mudou do Paraná para Mato Grosso do Sul para ocupar cargos de relevância na nova administração petista. Paulo Bernardo foi nomeado para cuidar das finanças do Estado na Secretaria da Fazenda. Nomeada para a chefia de uma secretaria especial, Gleisi foi encarregada de promover um ajuste com cortes de despesas e da folha salarial.
O trio de forasteiros compôs com o secretário de Governo, Vander Loubet – homem de confiança e sobrinho de Zeca do PT –, o núcleo mais influente da administração sul-mato-grossense. Uma das primeiras ações dessa turma foi a contratação de cinco empresas para cuidar da publicidade do governo. Os problemas começaram logo na concorrência. Segundo o Ministério Público Federal, uma norma básica das licitações foi descumprida: não houve parecer jurídico para respaldar a assinatura dos contratos. De acordo com cinco inquéritos que tramitam no STF, esses contratos serviram para alimentar um esquema de corrupção. Funcionava assim: as agências de publicidade apresentavam orçamentos falsos para serviços que não seriam prestados. Depois, notas fiscais frias eram apresentadas para a cobrança deles.
Em 22 volumes, com milhares de páginas de documentos apreendidos, movimentação bancária e registro fiscal dos envolvidos, os inquéritos no Supremo mostram que o esquema vigorou nos dois mandatos de Zeca do PT. Os investigadores estimam que, só entre 2007 e 2010, mais de R$ 30 milhões foram desviados. Por causa dessa farra na publicidade, o ex-governador Zeca do PT responde a uma Ação Civil Pública na Justiça de Mato Grosso do Sul. Nos inquéritos que estão no Supremo, o principal acusado é o hoje deputado federal Vander Loubet (PT-MS). Foi na Secretaria de Governo, chefiada por Loubet, que, em 1999, teria nascido o esquema. Por decisão judicial, foram quebrados seus sigilos bancário e fiscal.
Desvios no governo de Zeca do PT somaram R$ 30 milhões em seu segundo mandato, entre 2007 e 2010
Durante as investigações, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu ao Supremo uma série de diligências a ser feitas pela Polícia Federal. Em novembro de 2009, o relator do caso no Supremo, ministro Marco Aurélio Mello, determinou à PF que cumprisse as diligências e tomasse depoimentos de cerca de 20 pessoas – entre elas, o atual ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e o publicitário Dudu Godoy. Um ano depois, a PF ainda não cumprira a missão, apesar de o ministro Marco Aurélio ter reiterado as ordens. Irritado com a lentidão, Marco Aurélio encaminhou ofício ao presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso, pedindo providências. Peluso deu um despacho em que exige que a Polícia Federal “cumpra as diligências com a máxima urgência”. O ofício também foi enviado pelo Supremo à Corregedoria-Geral da PF para apurar as razões do atraso. Procurado por ÉPOCA, o ministro Paulo Bernardo não quis falar sobre o assunto.
Um dos inquéritos que correm no Supremo relaciona-se à contratação pelo governo de Zeca do PT da empresa Núcleo de Desenvolvimento Estratégico e Comunicação Ltda., conhecida como NDEC. A NDEC é acusada de abastecer o propinoduto petista com o dinheiro recebido num contrato com o governo estadual que sofreu nada menos que 12 reajustes de preço. A NDEC é uma produtora de vídeo, com sede em Campo Grande, que fez o s caminho inverso ao percorrido por Dudu Godoy e o casal Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann. Eles saíram de Mato Grosso do Sul e se expandiram pelo Brasil, quase sempre se valendo de seus bons contatos no PT. Depois do contrato com o governo de Mato Grosso do Sul, a NDEC entrou nos mercados de São Paulo e do Paraná. Participou da campanha da petista Marta Suplicy para a prefeitura de São Paulo, em 2000. Depois da vitória de Marta, a NDEC obteve um contrato para operar a TV São Paulo, a emissora da Câmara Municipal paulistana. Segundo uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o endereço da NDEC registrado no contrato com a Câmara de Vereadores era o mesmo de uma empresa-fantasma investigada no escândalo sobre a máfia do lixo em São Paulo.
Em 2004, os donos da NDEC, Giovani Favieri e Armando Peralta, foram os responsáveis pela área de comunicação na campanha eleitoral de 2004 em que Dr. Hélio conquistou, pela primeira vez, a prefeitura de Campinas. Envolveram-se em várias transações suspeitas. A primeira ocorreu na prestação de contas da campanha. A NDEC foi usada para pagar os serviços do publicitário João Santana, que se tornaria o marqueteiro oficial do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff. A operação chamou a atenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), ligado ao Ministério da Fazenda. Segundo o Coaf, o movimento na conta bancária na empresa de Peralta e Favieri foi incompatível com sua capacidade econômico-financeira. Passaram por ali depósitos no valor de R$ 4,5 milhões, 77% desse dinheiro sacado em espécie na boca do caixa. A Polícia Federal abriu uma investigação para apurar as diferenças de valores entre os pagamentos que a NDEC diz ter feito à empresa de João Santana e os valores que a empresa de Santana declarou ter recebido à Receita Federal.

João Santana, marqueteiro de Lula, foi pago por empresa envolvida nas fraudes em Mato Grosso do Sul

Ayrton Vignola
TESTEMUNHA
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, era secretário em Mato Grosso do Sul por ocasião das fraudes e vai ser ouvido nas investigações
De acordo com um dirigente nacional do PT, os sócios da NDEC, Favieri e Peralta, foram encarregados de arrecadar recursos para financiar a campanha de Dr. Hélio no segundo turno da eleição em Campinas. Segundo essa versão, a dupla procurava empresários em busca de doações que teriam sido previamente acertadas por José Dirceu, então ministro da Casa Civil, e pelo pecuarista Bumlai, o amigo de Lula. Em 2005, Peralta e Favieri se envolveram em outro escândalo. De acordo com promotores públicos de Mauá, São Paulo, o deputado federal José Mentor (PT-SP) e outros petistas teriam cobrado propina de um grupo empresarial interessado em construir um shopping center na cidade. Para dar ares de legalidade, teriam sido emitidas notas fiscais frias em nome da empresa Flash Comunicações Ltda., também de Mato Grosso do Sul. Segundo escreveram os promotores na denúncia, a Flash pertencia a Peralta e Favieri, mas foi registrada em nome de laranjas. No recente escândalo em Campinas, o nome de Favieri, por enquanto, apareceu apenas indiretamente. Ele é primo de Ricardo Cândia, ex-prefeito de Corumbá, Mato Grosso do Sul, preso agora pela polícia quando exercia o cargo de diretor de Planejamento e Urbanismo de Campinas.
A investigação dos promotores em Campinas vai se concentrar agora em esclarecer a relação dos contratos de publicidade da prefeitura com possíveis desvios de verbas públicas e as fraudes já constatadas em Mato Grosso do Sul.

"A VIGILÂNCIA É O ETERNO PREÇO DA LIBERDADE !!!"
 
-- .
VAMOS DIVULGAR PARA O MÁXIMO DE PESSOAS POSSÍVEL.

 

 
LIVROS EM PDF - ISSO NINGUÉM DIVULGA

 
A REDE GLOBO NÃO DIVULGA NUNCA ! ! !
Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:
· Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· Ler obras de Machado de Assis Ou a Divina Comédia;
· ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA
· e muito mais....

Esse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso,basta acessar o site:

 www.dominiopublico. gov.br
 
Só de literatura portuguesa são 732 obras!
Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes, conhecidos e alunos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.
Divulgue para o máximo de pessoas!
principalmente aos nossos professores e alunos.

domingo, 19 de junho de 2011

Apitaço a favor de melhorias salarias para as Forças Armadas.
 
Apitaço a favor de melhorias salarias para as Forças Armadas
terça, 5 de julho às 09:00
Local: Praça dos 3 poderes

É meus senhores a coisa está ficando preta.
A esquerda está se movendo e os aqui parado.
estrou postando o que recebi.............


A Sra. Ivone Luzardo – Presidente da UNEMFA – União Nacional das Esposas de Militares das Forças Armadas - (61) 8107-3620 _ luzardo.luzardo@gmail.com abriu uma conta de poupança na CEF para receber donativos (ajuda) para o “Movimento do Panelaço” no dia 05 de julho no Bandeirão (ver anexo).
Solicito ao amigo apoiar o movimento comparecendo e fazendo uma doação para que eles possam ter dinheiro para: fazer faixas, alugar carros de som, ônibus e fazer material impresso.

Ta dado o recado!!!!

domingo, 12 de junho de 2011

Para especialista, divisão do Pará não vai beneficiar população.



Em aproximadamente seis meses, a população do Pará deve ir às urnas opinar sobre a criação de mais dois Estados na região norte do país, Tapajós e Carajás. A ideia é que o Estado do Pará seja dividido em três. 

O plebiscito foi aprovado no último dia 31 de maio no Senado. Com a divisão, Tapajós ficará com 27 municípios, localizados na parte oeste do Pará, onde vivem aproximadamente 1,7 milhão de pessoas. Tapajós corresponderá a cerca de 50% do atual território paraense. 


Carajás, por sua vez, reunirá 39 municípios ao sul e sudeste, com cerca de 1,5 milhão de pessoas. E o novo Pará ficaria com 78 municípios e 2,9 milhões de habitantes, mas o menor território.

O projeto de divisão do Estado é do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). Segundo o parlamentar, o Pará sozinho tem tamanho semelhante ao das regiões Sul e Sudeste juntas, com seus sete Estados. Por isso, a distância entre alguns municípios e capital, Belém, inviabiliza o desenvolvimento dessas regiões mais longínquas.

Interesses “O Pará tem 144 cidades. Municípios como Altamira, que é maior do que muitos países da Europa, estão no oeste do Pará. A área do Estado hoje é de 1,4 milhão de quilômetros quadrados. Administrá-lo é como administrar vários países da Europa ao mesmo tempo”, comparou durante um pronunciamento feito no Plenário do Senado em maio deste ano.

Apesar da defesa do senador, o professor de estudos sócio políticos econômicos brasileiros da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Leonardo Trevisan, não acredita que a divisão vá melhorar as condições de vida para a população. 

“A sociedade local não ganha porque não está posta no problema”, afirma. “Além disso, você não consegue sequer identificar com clareza quais são os interesses econômicos dessa ação”, diz.Outro problema levantado pelo especialista é a falta de identidade cultural e territorial. “Quando você pensa em divisão, você pensa em identidade. O que não há na região”, diz. “Os Estados novos são criados a partir de uma identidade territorial e cultural, o que no Pará nós podemos chamar de ‘artificial’. Por exemplo, em Tapajós ainda não há nada, Belo Monte será toda de ‘estrangeiro’. Já Carajás é formada por gaúchos que foram para lá em busca de trabalho”, explica.

Pobreza O Estado do Pará é um dos mais pobres do país, com o terceiro menor PIB (Produto Interno Bruto do País) segundo diz Trevisan. Com a divisão territorial, a região pode ser ainda mais prejudicada. “O Pará inteiro tem cerca de sete milhões de habitantes, e um PIB aproximado de R$ 50 milhões, o que é pouco”, diz. Além disso, quase não se investe na população.

“O principal motor da região é a extração mineral e ambiental, e a universidade do Estado só teve um curso de exploração de engenharia de minas em 2004”, exemplifica. “Quando você olha para isso tem uma ideia melhor da situação e não dá para pensar que há desenvolvimento no Estado”, completa. O professor explica ainda que “a mudança trará reflexos no Judiciário, na ordenação politica, no Congresso, entre outros, e isso seria a parte mais barata do problema”.  

Os dois novos Estados precisarão criar também infraestrutura para a população. Serão mais duas secretarias da Saúde, da Educação, da Segurança Pública etc., para atender as populações de Carajás e Tapajós. O que, para o Trevisan, seria um desperdício de recursos.

Ambição Então, por que dividir o Estado em três? “Há uma extrema ambição sobre royalties da mineração, recursos hídricos e riquezas outras – uma maior atenção à questão ambiental. Vão mudar de preço, madeira, por exemplo”, responde Trevisan. Para ele, o grande interesse nessa divisão “é definir quem vai ficar com os royalties dessa riqueza, em uma divisão que esquecem que é a população que deve ser beneficiada”, afirma.

Trevisan não acredita que a divisão vá acontecer. “O plebiscito é uma consulta, não uma obrigação”, diz. “O que se pretende é definir territórios sobre interesses econômicos”, reforça.Além disso, do ponto de vista político, deverão ser criadas novas vagas para deputados na Câmara. Atualmente, a legislação diz que a Casa deve ter até 513 deputados. O Pará ocupa 17 cadeiras e pode chegar a 24. 

Mas, para isso, teria que ocupar vagas de outros Estados. “Isso significaria um altruísmo por parte dos deputados, acho que não vai acontecer, pois nenhum deputado vai dividir seu espaço para acolher outros”, opina.


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Postado por Prof. Christian Rodrigues no Prof. Christian Rodrigues em 6/12/2011 05:58:00 PM



"Paraenses :
A divisão nada mais é do que um simples ato de egocentrismo de políticos desprovidos de compromisso com o povo paraense.
São os alienígenas — não paraenses que vierem para cá com o intuito de explorar o nosso povo , realizam a degradação ambiental e querem enriquecer a qualquer custo —  diferentes dos brasileiro que vieram para cá e hoje se consideram paraenses e ajudam a construir nosso Estado.
O povo da Região Tapajônica e dos Carajás nada ganhará com isto.
SEJA INTELIGENTE E DIGA NÃO A ESTES OPORTUNISTAS.
NÃO A SEPARAÇÃO DO PARÁ
POR UM PARÁ UNIDO E FORTE"
(Paulo Bastos) 





sábado, 11 de junho de 2011

BANCADA MILITAR UMA IDÉIA VIVA

Recordação da visita que fizemos a um ano atras ao deputado BOLSONARO na Câmara dos Deputados em Brasilia-DF, quando recebemos apoio como candidato da bancada militar federal no Pará


Em breve estaremos lançando oficialmente o movimento TOQUE DE REUNIR NO GRÃO PARÁ.

ESPERAMOS APOIO DA FAMILIA MILITAR
 E DE TODOS AQUELES QUEM AINDA ACREDITAM QUE PODEMOS 
 FAZER A DIFERENÇA.
 POR UM PAIS MELHOR SEM CORRUPÇÃO E BANDALHEIRA.

JUNTE-SE A NOS !!!

ESCRITÓRIO DR PAULO BASTOS AGORA EM ANANINDEUA

AGORA EM ANANINDEUA 

em breve - PAULO BASTOS ADVOGADOS ASSOCIADOS  estará em Ananindeua - PA ao lado do TRT -  para melhor servi-lo.


BELÉM, SÃO MIGUEL DO GUAMÁ, CASTANHAL e  agora ANANINDEUA em parceria com  LIMA IMÓVEIS, Ao lado do TRT.

ARTILHEIROS DA INFANTARIA - ARTIGO NO ALERTA TOTAL

sábado, 11 de junho de 2011


Artilheiros da Infantaria

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net/

Por Rubem Braga

A Infantaria tem seus artilheiros – e resolvo fazer uma pausa numa viagem de duros solavancos para visitar uma peça na encosta de um morro. No instante em que me aproximo do canhão, vejo um soldado que está ao telefone dizer para outro que está junto da peça: “Por quatro.”


Dá, em seguida, as outras indicações – o meu princípio de conversa é interrompido por quatro disparos consecutivos de obus. Durante todo o tempo de minha visita, o obus disparou – e um obus 105 tem uma voz desagradável para ser ouvida de perto, embora eu calcule que seja mais desagradável ainda para os alemães que estão do outro lado do morro.

Atrás da peça está a barraca de lona onde dormem os homens, e vou para lá. Não é, positivamente, um modelo de conforto: um corredor central com duas fileiras de camas de campanha de cada lado. Como a barraca é pequena e os moradores são em número de nove, uma cama está encostada na outra. A única iluminação é uma lamparina a gasolina, que faz muita fumaça e pouca luz. Para canalizar essa fumaça, os homens fizeram uma enorme chaminé de canudos de papelão (invólucros dos obuses). Há um aquecedor a lenha. Quando o obus dispara, lá fora sai um jato de cinza do aquecedor, e se não há bastante gasolina, a lamparina se apaga.

Por acaso, chego para visitar os homens no dia em que registram (eu ia escrever “comemoram”, mas na verdade não houve comemoração de espécie alguma) o milésimo tiro disparado por aquela peça contra os nazistas. Isso aconteceu pela manhã; no momento de minha visita, à tardinha, a conta já estava em 1.066.

O chefe da peça é o sargento Aderaldo Alcoforado de Almeida (Rua 13 de Maio, 637, João Pessoa, Paraíba) e ele ri quando eu pergunto se não é possível parar com aqueles disparos uns 15 minutos para a gente conversar melhor.

__ Atrapalha? Questão de costume, A gente aqui dorme enquanto outra turma está atirando. Às vezes, de manhã, uma pergunta aos que ficaram de serviço durante a noite: “Vocês atiraram esta noite?”

Esclarece que o regime é de 24 horas de trabalho e 24 horas de descanso para cada turma.

Esses homens são do Regimento Sampaio: sua peça pertence à companhia de obuses desse regimento de infantaria. Quando pergunto que tal a vida por ali, todos respondem que não é muito interessante, mas também não é má. “Em comparação com a do infante lá na frente, é ótima” – se apressam a dizer. O cabo Geraldo de Sousa Veiga (Rua Borborema, 122, Madureira, nascido em Recreio, Minas) explica:

__ A gente vive sossegado aqui. Os alemães atiram por esses lados, mas nunca veio nenhuma granada muito perto de nossa peça.

__ E que tal a comida?

__ É essa mesma que o senhor conhece. Vai…

Pergunto os nomes dos homens. Sou apresentado então a Arlindo Luís Vivarini, de Petrópolis. É o homem que registra a alça e o sítio, e puxa o cordãozinho que dispara a peça. Depois aperto a mão de Roldão Monteiro da Costa, de Monte Alegre, Estado do Rio. Ele é o “C-3”, quer dizer, o homem que coloca a munição, que “dá o caramelo para o tedesco”, como eles dizem. E esse caramelo, quem lhe entrega é o louro Vily Peter, de Indaiá, Santa Catarina. Anoto depois o nome de Vitírio Pfiffir, de Ipirama, Santa Catarina; e o do Ezequiel José da Silva, Alcibíades José Rodrigues e Henrique Volkmann. Este último está ali somente há duas horas. O telefonista é José Martins Sobrinho. No momento estão presentes o sargento Antônio Francisco de Souza (Rua Nove Horas, 62m Realengo) e Heitor Alves Viana, do Grupo de Comando.

O sargento me disse que o tenente que manda as ordens de tiro pelo telefone é o tenente Brasil Ramos Caiado Filho. O comandante da companhia é o capitão Antônio Carlos de Andrada Serpa – um homem alto de grandes bigodes louros.

Todos fazem questão que eu anote o nome da peça – “Carioca” – e depois me convidam para jantar. Mas o degelo tornou as estradas piores do que nunca, e como é proibido acender faróis, quero chegar ao lugar onde vou dormir antes que anoiteça. Volto à estrada, subo ao jipe – e um dos soldados me diz, na hora que o motor começa a funcionar:

__ Se vai escrever alguma coisa no Diário Carioca, manda dizer ao pessoal lá no Brasil que nós vamos bem. Não estamos fazendo vantagem nenhuma não…mas acho que estamos fazendo nosso serviço direito.

E me abana adeus com os dois pratos de alumínio que tem na mão.

Rubem Braga foi Cronista. Escrito em 15 de fevereiro de 1945 por Rubem Braga, que durante a Segunda Guerra Mundial atuou como de correspondente de guerra junto à F.E.B. - extraída do livro “Crônicas da Guerra na Itália” – Record, 2ª Edição, 1986.


Retiramos este artigo do site alerta total o qual recomendo a leitura e AGRADECEMOS a gentileza pela postagem  (Paulo Bastos)