domingo, 27 de maio de 2012

Ministro do STF revela que Lula propôs troca de favores





Revista: ministro do STF revela que Lula propôs troca de favores
27 de maio de 2012 • 08h47 • atualizado às 08h54 

Há cerca de um mês, o ex-presidente Lula procurou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, para tentar adiar o julgamento do mensalão. O encontro ocorreu em Brasília, no escritório de advocacia do ex-presidente do STF e ex-ministro da Justiça, Nelson Jobim, amigo comum dos dois. Em troca da ajuda, Mendes ganharia proteção na CPI que investiga as relações de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com políticos e empresários. As informações foram publicadas na revista Veja .
No encontro, Lula teria citado uma viagem a Berlim em que Mendes se encontrou com o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), hoje investigado por suas ligações com Cachoeira. Revelando ter ficado perplexo com o comportamento e as insinuações do petista, Mendes disse que não tem motivo para preocupação com as investigações e que o ex-presidente poderia "ir fundo na CPI". A tentativa do ex-presidente faria parte de uma estratégia para aumentar a pressão sobre o STF. Se o julgamento for adiado, muitos crimes seriam prescritos.
O mensalão do PT
Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como mensalão. Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara. Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.
No relatório da denúncia, o ministro Joaquim Barbosa apontou como operadores do núcleo central do esquema José Dirceu, o ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, e o ex- secretário-geral Silvio Pereira. Todos foram denunciados por formação de quadrilha. Dirceu, Genoino e Delúbio respondem ainda por corrupção ativa.
Em 2008, Sílvio Pereira assinou acordo com a Procuradoria-Geral da República para não ser mais processado no inquérito sobre o caso. Com isso, ele teria que fazer 750 horas de serviço comunitário em até três anos e deixou de ser um dos 40 réus. José Janene, ex-deputado do PP, morreu em 2010 e também deixou de figurar na denúncia.
O relator apontou também que o núcleo publicitário-financeiro do suposto esquema era composto pelo empresário Marcos Valério e seus sócios (Ramon Cardoso, Cristiano Paz e Rogério Tolentino), além das funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Eles respondem por pelo menos três crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
A então presidente do Banco Rural Kátia Rabello e os diretores José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório foram denunciados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. O publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, respondem a ações penais por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) Luiz Gushiken é processado por peculato. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi denunciado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) responde a processo por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia inclui ainda parlamentares do PP, PR (ex-PL), PTB e PMDB. Entre eles o próprio delator, Roberto Jefferson.
Em julho de 2011, a Procuradoria-Geral da República, nas alegações finais do processo, pediu que o STF condenasse 36 dos 38 réus restantes. Ficaram de fora o ex-ministro da Comunicação Social Luiz Gushiken e do irmão do ex-tesoureiro do Partido Liberal (PL) Jacinto Lamas, Antônio Lamas, ambos por falta de provas.
Carlinhos Cachoeira
Acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012, oito anos após a divulgação de um vídeo em que Waldomiro Diniz, assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, lhe pedia propina. O escândalo culminou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos e na revelação do suposto esquema de pagamento de parlamentares que ficou conhecido como mensalão.
Escutas telefônicas realizadas durante a investigação da PF apontaram contatos entre Cachoeira e o senador democrata Demóstenes Torres (GO). Ele reagiu dizendo que a violação do seu sigilo telefônico não havia obedecido a critérios legais.
Nos dias seguintes, reportagens dos jornais Folha de S.Paulo e O Globo afirmaram, respectivamente, que o grupo de Cachoeira forneceu telefones antigrampos para políticos, entre eles Demóstenes, e que o senador pediu ao empresário que lhe emprestasse R$ 3 mil em despesas com táxi-aéreo. Na conversa, o democrata ainda vazou informações sobre reuniões reservadas que manteve com representantes dos três Poderes.
Pressionado, Demóstenes pediu afastamento da liderança do DEM no Senado em 27 de março. No dia seguinte, o PSOL representou contra o parlamentar no Conselho de Ética e, um dia depois, em 29 de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski autorizou a quebra de seu sigilo bancário.
O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), anunciou em 2 de abril que o partido havia decidido abrir um processo que poderia resultar na expulsão de Demóstenes, que, no dia seguinte, pediu a desfiliação da legenda, encerrando a investigação interna. Mas as denúncias só aumentaram e começaram a atingir ouros políticos, agentes públicos e empresas.
Após a publicação de suspeitas de que a construtora Delta, maior recebedora de recursos do governo federal nos últimos três anos, faça parte do esquema de Cachoeira, a empresa anunciou a demissão de um funcionário e uma auditoria. O vazamento das conversas apontam encontros de Cachoeira também com os governadores Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal, e Marconi Perillo (PSDB), de Goiás. Em 19 de abril, o Congresso criou a CPI mista do Cachoeira.

OURO DE TOLO

!!!


N° Edição:  2220 |  25.Mai.12 - 21:00 |  Atualizado em 26.Mai.12 - 22:17

O jeito Thomaz Bastos de advogar

Pela primeira vez na história do País, um ex-ministro da Justiça acoberta o silêncio de um contraventor perante os holofotes de uma CPI. Márcio Thomaz Bastos joga sua força no caso Cachoeira e levanta polêmica sobre seu modo de atuar

Claudio Dantas Sequeira e Izabelle Torres
chamada.jpg
ALCANCE POLÍTICO
Nos últimos anos, Thomaz Bastos deu suporte jurídico ao
ex-presidente Lula, à presidenta Dilma Rousseff e a integrantes do PT
Na última semana, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos protagonizou dois episódios capazes de gerar sérias controvérsias no mundo político e jurídico do País. Em um, exerceu pressão pública sobre o Supremo Tribunal Federal. Em outro, o mais visível e polêmico deles, colocou-se como um obstáculo para o trabalho que o Congresso Nacional pretendia realizar. Em ambos os casos, não praticou ilegalidades ao contrapor-se a dois poderes da República. Mas suas ações também não podiam ser vistas como meros atos rotineiros de um advogado criminalista. As atitudes do ex-ministro da Justiça estavam imbuídas de uma inegável e estrondosa conotação política. Márcio Thomaz Bastos e a maioria de seus clientes sabe que ele ainda é um homem poderoso, com influência sobre partidos, parlamentares e tribunais. Nos últimos anos, ele foi conselheiro de dois presidentes da República e deu suporte jurídico a vários integrantes da PT. Além disso, teve papel decisivo na nomeação de sete dos 11 atuais ministros do STF.

No caso mais emblemático, Márcio Thomaz Bastos, por vezes, parecia zombar do Congresso e dois contribuintes. Ele se postou ao lado do bicheiro Carlinhos Cachoeira durante audiência na CPI que investiga o esquema de corrupção e lavagem de dinheiro montado pelo contraventor. Orientou seu cliente a ficar calado, para evitar produzir provas contra si mesmo, e com isso provocou a ira de deputados e senadores, que viam no depoimento uma esperança de avançar nas investigações. É indiscutível o direito constitucional de qualquer réu à plena defesa, independentemente da acusação ou malfeito que tenha cometido. Ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo. Também é dever do advogado defender um acusado perante a Justiça, até mesmo quando este não dispõe de recursos. No entanto, a CPI é norteada por um processo muito mais político do que jurídico. E, como era sabido por todos os parlamentares presentes, Thomaz Bastos não permaneceu durante toda a sessão acomodado ao lado de um contraventor somente como um grande criminalista. Ele era o retrato de um ineditismo: pela primeira vez na história do Congresso, um ex-servidor público que ocupou a mais alta esfera do Judiciário nacional, dava cobertura e amparo ante os holofotes a um bicheiro, notório criminoso, que já se provou pernicioso ao erário. “Espero nunca mais encontrar o ex-ministro numa situação como essa”, disse o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ).
img.jpg
O CONTRAVENTOR E O EX-MINISTRO
Impávido, Thomaz Bastos permaneceu ao lado de
Carlinhos Cachoeira durante toda a sessão da CPI
Na mesma semana, Thomaz Bastos apareceu junto a outros nove advogados de réus do mensalão como signatário de um documento em que se dizem preocupados com a onda de cobranças contra o Supremo Tribunal Federal no caso. Temem que o julgamento seja inundado por seu caráter político e se transforme num “juízo de exceção” e assim sugerem à corte um rito com limite de sessões semanais. O fato de ter, em alguns casos, indicado, em outros, ajudado a escolher a maioria dos atuais membros da Suprema corte não parece constranger o ex-ministro. “Fui advogado por 45 anos consecutivos, passei quatro anos no Ministério da Justiça, do qual saí há seis anos”, disse Thomaz Bastos à ISTOÉ.

O ex-ministro também negou que tenha entrado no caso Cachoeira por orientação política e não fala em honorários – embora circule a informação de que teria cobrado R$ 15 milhões, em três prestações mensais, para defender o contraventor. A Polícia Federal e membros da CPI suspeitam da origem dos recursos de Carlinhos Cachoeira. O líder do PPS, Rubens Bueno, chegou a questionar, durante sessão da CPI em que estava Thomaz Bastos, de onde vinha o dinheiro para custear a defesa, pois, segundo a Receita, os rendimentos oficiais do bicheiro não chegariam a R$ 200 mil.
img1.jpg
CASO FRANCENILDO
Thomaz Bastos foi quem montou toda a estratégia
de defesa do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci
Não é de hoje que Thomaz Bastos se vê envolvido em casos rumorosos. Ficou famoso seu auxílio, ainda como ministro, na defesa do então ministro da Fazenda, Antônio Palocci, no escândalo da violação do sigilo do caseiro Francenildo. Bastos também assessorou a montagem da defesa de Delúbio Soares e Zé Dirceu no caso do mensalão. Até hoje, Thomaz Bastos é consultado por Lula, que, quando presidente, o chamava ao Palácio do Planalto até cinco vezes por dia. O advogado também deu suporte jurídico à campanha de Dilma Rousseff à Presidência. Pela ligação com o PT e Lula, Tomaz Bastos consolidou na esfera política uma ampla e complexa rede de influências. Todas as indicações para a cúpula do Judiciário, desde 2003, são atribuídas ao ex-ministro, ainda que indiretamente. Quando Joaquim Barbosa foi indicado para o Supremo, Thomaz Bastos ligou para ele em Los Angeles, avisando-o. O mesmo ocorreu com Dias Toffoli, advogado do PT, que foi para o STF com as bênçãos do ex-ministro. Toda essa influência no Judiciário alimenta especulações de que os nomeados não teriam plena autonomia. A mesma impressão ocorre dentro da Polícia Federal, órgão turbinado na gestão de Bastos. A equipe de advogados coordenada por ele agora procura falhas processuais e erros que possam ter sido cometidos pela PF na Operação Monte Carlo, que prendeu Cachoeira. Para o líder do PSOL na Câmara, Chico Alencar (RJ), não dá para ignorar essa contradição. “É lamentável que isso esteja sendo feito e orquestrado por quem chefiou a Polícia Federal e sabe como poucos como ela funciona”, diz Alencar.
img2.jpg

ESQUERDAS E CORRUPÇÃO



ESQUERDAS E CORRUPÇÃO 

Marco Antonio dos Santos *


Eu divido a esquerda brasileira em duas: a esquerda inteligente e a esquerda burra.

Esse critério não reflete, exatamente,  a condição intelectual  dos integrante de cada facção, mas a coragem e a condição de perceber a evolução das conjunturas e assumir um dos lados da situação.

A esquerda inteligente, nicho predileto de um segmento da intelectualidade espertalhona, “uspistas”  e” unebistas” , militou com a esquerda burra nos anos 1960 até meados da década de 1970.

Quando teve certeza da derrota, uma vez que nunca contou com apoio do povo, foi curtir exílios em Paris, Londres e “europas”  a fora,  recebendo ótimas subvenções de fundações com nome de carrão norte americano e do ouro de Moscou.

Enquanto isso, a esquerda burra, composta de militantes corajosos, mas de percepção míope, mais ligada às portas de fábrica e ao “volks” (povo), aqui permaneceu para apanhar das polícias militares, porquanto perturbavam a ordem pública e os trabalhadores que aproveitavam os 100% de emprego que a economia proporcionava.

Nos anos 1980, a esquerda burra, mais audaz e que confiou mais no que os militares garantiam,  uma vez que as bases de uma infra estrutura sólida estavam lançadas, fundou partidos de trabalhadores dirigidos por eles, que nunca trabalharam.

A esquerda inteligente, um pouco mais tarde, fundou agremiações políticas mais sofisticadas, com discurso mais sutil, mais coerente com “socialismos liberais”.  Muito mais palatável. Com tal discurso, não foi difícil ludibriar a classe média, principalmente, e ganhar as eleições para alienar o patrimônio público nacional e manter achatados os salários da classe operária (cujos ídolos estavam na esquerda burra).

Esgotados os ganhos com as privatizações, com muito pouca  carne para roer nos ossos da viúva cabocla, criou,na cabeça do povo, ídolos operários da esquerda burra (aquela que apanhou, lembram?), dando a isso o nome de democracia e enaltecendo a alternância do poder. Nesse ponto, o país toma ares de democracia consolidada. Novamente o Brasil, agora sem muito que vender, além do patrimônio no bolso dos cidadãos, fica sob o manto da esquerda burra. Esta, mediante mecanismos vetustos, mas eficazes, sangra o trabalhador pelo crédito fácil e a ilusão de que existe almoço grátis. Basta ter um CPF, não trabalhar e aguardar que o governo chega com a bolsa adequada. Mas, esse saque tem um limite que não tardará a chegar.

Aparentemente, ambas não deveriam mais se unir. Afinal, é difícil esquecer a dor das cacetadas e deixar de ver, ao olhar diariamente nos espelhos, as cicatrizes de quem se mete com políticas estúpidas.

Mas, a lavagem cerebral marxista também deixa marcas indeléveis e cá estamos em 2012, com ambas novamente em conluio, agora também  unidas a segmentos populares do crime organizado, usufruindo de “propinodutos” em cascatas. Mas, como não existe acordo entre rapinantes, alguém roeu (isso é coisa de ratos) a corda e deu zebra (ops, isso não é mais um bicho do cardápio?) e a vaca foi para o brejo (Ih!).

Agora tentam, sempre dando ares de plena ilusão democrática, empenham – se, enquanto de engalfinham, em desenvolver mais um mecanismo que encubra o festival de patifarias e de corrupção em que ambas meteram o pobre povo brasileiro. 


* Marco Antonio dos Santos - Professor   e empresário - Desiludido com este país

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Comissão da Verdade é ‘moeda falsa’, diz general ex-ministro do governo Sarney

Aos 91 anos, Leônidas Pires afirma que Exército está sendo ‘sumariamente julgado’

17 de maio de 2012 | 22h 23
Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - Ex-ministro do Exército do governo José Sarney, o general da reserva Leônidas Pires Gonçalves atacou a presidente Dilma Rousseff e a Comissão da Verdade instalada na quarta-feira, em solenidade no Palácio do Planalto, classificando-a de “uma moeda falsa, que só tem um lado” e de “completamente extemporânea”. Ao Estadão, Leônidas disse que a presidente Dilma deveria ter “a modéstia” de deixar de olhar o passado e olhar para frente, “para o futuro do País”.
Leônidas disse que Dilma deveria ter 'a modéstia' de deixar de olhar o passado e olhar para frente - Fábio Motta/AE - 16/04/2008
Fábio Motta/AE - 16/04/2008
Leônidas disse que Dilma deveria ter 'a modéstia' de deixar de olhar o passado e olhar para frente
Recolhido em sua residência, Leônidas, que está com 91 anos, evita fazer declarações à imprensa, mas fez questão de falar sobre a instalação da Comissão da Verdade por considerar que os militares estão “sendo injustiçados” e não vê quem os defenda no governo. Segundo ele, quando Nelson Jobim era ministro da Defesa havia um interlocutor. “Ele se colocava”, disse. “Mas o seu sucessor, Celso Amorim, que deveria se manifestar está ligado ao problema.”
O general se diz indignado com o que define como “injustiça que está sendo feita com o Exército”. Para ele, a Força está sendo “sumariamente julgada e punida”. Mas Leônidas defendeu a liberdade de expressão. “Que se respeite a minha opinião. Aqui é uma democracia. A palavra é livre e isso foi graças à nossa intervenção”, reagiu.
Para ele, “embora o discurso seja de que não haverá punição com esta Comissão da Verdade, já estão promovendo a maior punição ao Exército, que está tendo o seu conceito abalado injustamente”.
O ex-ministro do Exército acha que os comandantes militares deveriam falar em defesa da categoria e espera que eles, pelo menos, estejam levando a insatisfação dos oficiais aos demais integrantes do governo em relação à Comissão da Verdade.
Leônidas declarou ainda que os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica “têm de orientar como os militares que forem chamados à comissão devem se comportar”.
Convite. O general da reserva não acredita que será convidado a depor na comissão. “Não há razão para eu ser convidado”, declarou ele, citando que no tempo em que o DOI-Codi do Rio de Janeiro esteve vinculado a ele, entre abril de 74 e fevereiro de 77, “nunca apareceu nada nem ninguém que tivesse alegado ter sido torturado”. E emendou: “Eu já desafiei que alguém se apresentasse na TV e nunca apareceu nada”.
Nas declarações feitas ao Estado, o ex-ministro - que foi um dos avalistas da posse do presidente Sarney, quando Tancredo Neves morreu, garantindo a transição de um governo militar para o civil - diz que a presidente Dilma Rousseff tem que “esquecer o passado, olhar para a frente” e se preocupar com o futuro do País.
O general Leônidas Pires rechaçou a possibilidade de a Lei de Anistia ser revogada, como um segundo passo, depois de a comissão da Verdade fazer seu trabalho, por conta de pressão das esquerdas. “Isso não tem cabimento. A não ser que exista vontade expressa do revanchismo.”
Para ele, “é impossível mexer na Lei da Anistia, que foi fruto de um acordo no passado e que já foi chancelada pelo Supremo”. E emendou: “Se quiserem fazer pressão no Supremo, o poder moderador tem de entrar em atuação no País”.

Clubes Militares cobram apuração de mortes de agentes

18 de maio de 2012 | 11h 43
TÂNIA MONTEIRO - Agência Estado
Os presidentes dos Clubes Militares emitiram ontem nota conjunta exigindo que a Comissão da Verdade ouça também os que mataram os militares que, "em defesa do Estado Nacional e no cumprimento de deveres que lhes haviam sido legitimamente atribuídos, foram vitimados por atentados dos quais participaram, ativa ou passivamente, alguns dos desaparecidos ontem lamentados". Na nota, os presidentes dos Clubes do Exército, general Renato Tibau; Naval, almirante Ricardo Veiga Cabral e da Aeronáutica, brigadeiro Carlos de Almeida Baptista, pedem que "o restabelecimento da História Nacional, no período indicado, deve ser completo" e alertam que, para isso, "é imperioso" "ouvir e registrar o que ex-agentes do Estado bem como ex-militantes revelarem sobre atos em apreciação da Comissão".
A nota dos Clubes Militares reflete uma preocupação não só dos oficiais da reserva, mas também dos da ativa, que reclamam das declarações de integrantes da comissão de que apenas "agentes do Estado" devem ser investigados pela Comissão da Verdade. Eles também se queixaram do discurso da presidente Dilma Rousseff, que ao instalar a comissão chegou a se emocionar ao lamentar a morte dos perseguidos políticos e exaltar o desejo de seus familiares de os enterrarem, sem se referir aos que foram mortos pela esquerda.
Os presidentes dos clubes lembraram que as famílias dos militares mortos pela esquerda, que passam de 100, "sentem a mesma imensa dor, a qual se agrega o sofrimento de se verem totalmente desamparadas e ignoradas pelo Estado, enquanto que às famílias dos antigos militantes tudo é concedido. Honrarias, pensões, indenizações, etc...." Eles pedem este reconhecimento "também, por razões humanitárias e de justiça".
A nota conclui afirmando que "dentro destes princípios estamos certos de que a História do nosso País poderá ser enriquecida com Verdades, hoje distorcidas por versões e meias verdades, no mais das vezes destinadas a iludir as novas gerações a quem nos cabe legar um passado adequadamente descrito e que sirva de exemplo para o futuro".
Ontem, em reunião, os presidentes dos Clubes Militar (Exército) e da Aeronáutica, deram apoio à comissão paralela da verdade criada pelo Clube Naval, para dar assistência jurídica aos militares que forem convidados a depor pela Comissão da Verdade.

Setores do Judiciário alegam risco a servidores e resistem a publicar salários

Presidente do STF e procurador-geral, porém, defendem ampla publicidade das remunerações

17 de maio de 2012 | 22h 30
Mariângela Gallucci e Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo
 
BRASÍLIA - Setores e sindicatos do Judiciário vão resistir à publicação dos salários e vantagens pagos a cada um dos servidores da Justiça. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, porém, demonstraram disposição em dar ampla publicidade aos dados relativos às remunerações. Gurgel afirmou nesta quinta-feira, 17, que o Ministério Público “tem de ser um exemplo de transparência”.
Ao ser indagado se o Judiciário divulgaria os seus salários de forma pormenorizada, Ayres Britto disse que os ministros definirão isso, mas sinalizou que é a favor da medida. O presidente do STF lembrou que foi relator de um processo no qual foi questionada a divulgação de salários da Prefeitura de São Paulo. “Só exclui da publicação os endereços, por questão de segurança.”
Ayres Britto afirmou que há duas formas para regulamentar a Lei de Acesso a Informações no Judiciário. “Uma é cada tribunal fazer a sua regulamentação; outra é tentarmos um regulamento conjunto. Ainda não definimos.”
Vulneráveis. O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Nelson Calandra, disse que o decreto assinado pela presidente Dilma vale só para o Executivo. Ele é contra divulgar o nome de funcionários e respectivos salários porque considera que isso torna as pessoas vulneráveis a ações de criminosos.
“Quem vive no mundo de hoje sabe que divulgar o nome é a mesma coisa que dar endereço e telefone. Pelas redes sociais, Google, qualquer pessoa é encontrada. A Constituição ainda assegura direito à intimidade. As pessoas têm de ser protegidas. Se você publica na internet o nome da pessoa com o salário, as organizações criminosas vão levantar o endereço e isso torna a pessoa vulnerável a ataques.”
O coordenador de administração do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário e do Ministério Público da União no DF, Jailton Assis, concorda: “Não temos divergência quanto à divulgação de salários. Mas a divulgação nominal é muito ruim. Uma coisa é entender o custo do Judiciário para a sociedade. Outra é conhecer nomes de cada servidor, alimentando uma situação de risco real.”


REPASSANDO A MAIS PURA VERDADE!!!

Isto é Incrível
Declaração de Bens de Lula "Copperfield" Mágico!
Declaração de bens do candidato que se diz pobre.Como presidente da República, Lula ganha um salário de R$ 8.885,48. Também recebe uma aposentadoria especial (como anistiado político) de R$ 4.294 - conforme declarou ao TSE. O PT justifica a evolução patrimonial de Lula: "Deve-se à poupança de parte do seu salário como presidente da República e aposentadoria, bem como aos rendimentos de aplicações anteriores a 2002, acrescidos da aplicação da poupança mensal já referida em fundos de investimento especificados na declaração entregue ao TSE".

Bens e aplicações:

Apartamento 102, no Edifício Kentuchy, em São Bernardo do Campo — R$ 38.334,67 mil
Apartamento 122, no Prédio Green Hill, em São Bernardo do Campo — R$ 189.142,50 mil
Apartamento 92, no Edifício Kentuchy, em São Bernardo do Campo — R$ 38.334, 67
Aplicação financeira no Banco do Brasil — R$ 86.794,73
Caderneta de Poupança na Caixa Econômica Federal — R$ 54.762,02
Caderneta de Poupança no Banco Bradesco — R$ 1.398,67
Caderneta de Poupança no Banco Bradesco — R$ 1.124,36
Six Especial Plus no Banco do Brasil — R$ 156.146,83
Fif Plus Di Banco Bradesco — R$ 111.055,40
Fundo de ações da Petrobras — R$ 1.866,39
Fundo de ações da Vale do Rio Doce — R$ 497,97
Fundo de ações do Banco do Brasil — R$ 1.108,87
Fundo de Investimentos no Bradesco — R$ 63.304,16
Participação em Cooperativa Habitacional (apartamento em construção no Guarujá, São Paulo) — R$ 47.695,38 — já pagos
S10 Cabine Dupla, diesel 98/99 — R$ 42 mil
Terreno no Sub-distrito de Riacho Grande, em São Bernardo do Campo — R$ 5.466,90
A Presidência da República fez bem ao bolso e praticamente duplicou o patrimônio de Luiz Inácio Lula da Silva. Nos últimos quatro anos, ele teve uma evolução patrimonial de 98,4%. Chega a R$ 839.033,49 a soma dos bens declarados pelo candidato petista ao Tribunal Superior Eleitoral. No ano de 2002, o patrimônio de Lula era de R$ 422 mil e 900 reais. Descontando a inflação de 38,7% (acumulada pelo IPCA), Lula teve uma evolução patrimonial de 59,7% durante seus anos de Palácio do Planalto. Se for reeleito, quem sabe, vira um milionário de verdade. (fonte:Jorge Serrão)
E os primeiros R$ 400 mil?
Lula hoje é uma pessoa rica.

Lula arrested by dicatorshipSeu patrimônio é de R$ 800 e tantos mil reais. Está no topo da pirâmide social do Brasil. Terminado seu atual mandato será um milionário. Já é se tivesse declarado valores reais de seus imóveis. Parabéns e felicidades para ele e família.

Depois de eleito presidente, Lula (ou qualquer outro) não comprou nem um palito. Tudo o que ele gasta e consome pagamos nós. Desde a sagrada birita, passando por seus charutos cubanos até o mais trivial pão de queijo, peladas e churrascos, tudo, enfim, tudo mesmo, pagamos nós.

Portanto não é de estranhar que nos últimos três anos e meio tenha poupado integralmente sua discutível aposentadoria de cerca de R$ 4 mil mais sua remuneração de presidente de R$ 8 mil e pouco. Dá uma poupança de uns R$ 150 mil por ano. Até aí tudo bem.

O que me intriga mesmo é como conseguiu poupar os primeiros R$ 400 mil quando só recebia a tal aposentadoria e era dirigente do PT e tinha que pagar todas as suas contas.

Não só viveu às custas dos trabalhadores que diz representar como também amealhou uma pequena fortuna pela média do que ganham seus supostos representados, os verdadeiros trabalhadores do Brasil.

Quantos metalúrgicos brasileiros acumularam durante toda sua vida R$ 400 mil reais?

É intrigante ou não é? Fonte



posted by meusditos | 5:40 PM | 0 comments
CORRUPÇÃO EM FAMÍLIA
FILHO DO PRESIDENTE DOS BRASILEIROS VIROU MILIONÁRIO

Isso mesmo, o brasileiro Lulinha (Fábio Luis Lula da Silva), filho do Presidente dos brasileiros, que há 05 anos era subempregado do Zoológico em São Paulo, agora acabou de comprar a fazenda Fortaleza (de porteira fechada) pela simples quantia de R$ 47.000.000,00 (quarenta e sete milhões de reais). O impressionante nesta trajetória de sucesso e rara inteligência é que de um salário de R$ 1.500,00 passou a proprietário, de uma vez só, de um patrimônio de 47 Milhões...

Presidente brasileiro e seu filho: unidos pela corrupção!Família Lula: pai e filho unidos pela corrupção